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HAJA LUZ! UMA HISTÓRIA DA QUÍMICA ATRAVÉS DE TUDO |
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JORGE CALADO |
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ISBN 978-989-8481-13-9 |
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JORGE CALADO TECE AQUI, brilhantemente, uma rede de referências cruzadas, num vaivém incessante entre a química, a fotografia, a matemática, a música, a física, a arquitectura e o teatro, que dá corpo à agenda que vem perseguindo de há décadas a esta parte: esbater as fronteiras entre os discursos científico e artístico, sem anular a especificidade dos objetos e das linguagens que identificam as diversas disciplinas. António Mega Ferreira, in “Para Aprender a Voar Mais Longe” SE HOUVESSE UM PRÉMIO para o melhor livro português de ciência de 2011 dava-o a Jorge Calado, professor de Química do Instituto Superior Técnico, autor de Haja Luz! Uma História da Química Através de Tudo, publicado pela IST Press. Trata-se de uma extraordinária história cultural da química, ricamente ilustrada, escrita por um homem das duas culturas, que alia um enciclopédico saber científico com a paixão pelas artes (é especialista em ópera e em fotografia). Não podia ser mais oportuno: este ano, por determinação das Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo o Ano Mundial da Química. Se houver, como deve haver, edição em inglês de Haja Luz, ela irá correr o mundo, iluminando muitos mais espíritos. Carlos Fiolhais, in Agenda XXI 2012 ESTA HISTÓRIA DA QUÍMICA, que não é bem História, este romance que quase o é, tem direito a um lugar nobre nas leituras da nossa vida. Raquel Gonçalves-Maia, in QUÍMICA, Sociedade Portuguesa de Química |
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HAJA LUZ! É uma história heterodoxa, onde a química vem entrelaçada não só com as outras ciências mas também com a literatura, a música, as artes visuais, o cinema, a filosofia, etc. Aqui, o químico Humphry Davy aparece de braço dado com o poeta Samuel T. Coleridge, Richard Wagner partilha a divisão do trabalho com Adam Smith, e a pintura de René Magritte é invocada a propósito de Louis Pasteur; Marilyn Monroe fica associada ao carbono, Jules Verne e Jacques Offenbach celebram o oxigénio, e Sebastião Salgado fotografa a alquimia sufocante do enxofre. E tudo começa com Joseph Haydn, e a sua oratória, A Criação. A química resulta de uma curiosidade básica: saber de que é que são feitas as coisas. Nesta fascinante digressão histórica, desde a época áurea dos Gregos até aos dias de hoje, Jorge Calado mostra como a química moderna deriva do conhecimento do fogo da combustão e do raio do relâmpago, isto é, da energia. Calor e electricidade permitiram analisar a terra, a água e o ar, até chegar ao conceito de elemento, representado pelo átomo. Prometeu e Frankenstein são os génios tutelares da química! A química é construída por pessoas: homens e mulheres, novas e velhas, com gostos e desgostos. A história da química faz-se com elas, e Jorge Calado dá sentido à narrativa (não cronológica) enquadrando as invenções e descobertas químicas nas disputas, guerras e conquistas sociais e políticas. Enquanto alguns químicos foram endeusados, muitos foram perseguidos, outros morreram na guilhotina. São centenas de personagens – químicos e não-químicos – aqui reunidos no palco da história. Haja Luz! é um livro para toda a gente: um livro sem princípio nem fim, concebido para ser aberto e lido a meio de qualquer capítulo; um livro onde os conceitos são mais importantes do que as equações; um livro que mostra como a química é útil, divertida, perigosa, bonita, estimulante, frustrante, e indispensável. Originalmente publicado, em versão encadernada, no Ano Internacional da Química (2011), Haja Luz! foi considerado, por António Barreto, “uma maravilha […] um assombroso livro, de rara inteligência e grande cultura”, enquanto Roald Hoffmann, Prémio Nobel de Química em 1981, reconheceu que apenas Jorge Calado, com “a sua paixão pela ciência […], pelas imagens e pelas palavras” poderia ter criado um livro tão sedutor, escrito com tamanha verve. |
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JORGE CALADO tem desenvolvido carreiras paralelas nas ciências e nas artes. Licenciou-se em engenharia química pelo Instituto Superior Técnico (IST), e doutorou-se em química pela Universidade de Oxford. Professor catedrático (aposentado) de química-física do Instituto Superior Técnico e membro do Centro de Química Estrutural (IST), foi também professor catedrático-adjunto de engenharia química na Universidade de Cornell, NY. Publicou mais de 170 artigos em revistas científicas internacionais sobre termodinâmica de líquidos moleculares e energética das apatites, e gerou mais de 60 doutoramentos (directos e secundários). Foi o primeiro químico a receber o Prémio Ferreira da Silva, o mais alto galardão da Sociedade Portuguesa de Química. Membro de várias comissões científicas internacionais (no âmbito da IUPAC, Conselho da Europa, OTAN, INTAS e UE), foi também membro da Junta de Directores e director executivo da Comissão Cultural Luso-Americana (administradora do Programa Fulbright-Hays). É sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa desde 1988. Muito interessado nas relações entre as ciências e as artes, regeu cursos como “A Arte da Ciência”, “Estudos de Ciência: Arte, Técnica e Sociedade”, “Os Limites da Ciência” em Cornell e no IST. Autor do capítulo sobre Ciência na História da Fundação Calouste Gulbenkian (2006). É crítico cultural do semanário Expresso e contribuiu para o Times Literary Supplement (história e filosofia das ciências), Opera News e Opera Now. Criou e dirigiu os primeiros cursos de pós--graduação em Administração das Artes (no Instituto Nacional de Administração), e fundou a IST Press. A pedido do Ministério da Cultura, criou a Colecção Nacional de Fotografia (hoje no CPF, Porto). Comissariou e produziu catálogos para mais de vinte exposições de fotografia em Portugal e no estrangeiro, entre as quais À Prova de Água (EXPO’98) e INGenuidades (50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian), que também foi vista em Bruxelas. |
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