HAJA LUZ! UMA HISTÓRIA DA QUÍMICA ATRAVÉS DE TUDO

JORGE CALADO


ISBN 978-989-8481-13-9

ANO 2012| Abril | 2ª Edição

FORMATO 250 X 230 mm

PÁGS. 632

PVP €46,00 (6% IVA Incluído)

COLEÇÃO Fora de coleção

"Para aprender a Voar mais longe", António Mega Ferreira


JORGE CALADO TECE AQUI, brilhantemente, uma rede de referências cruzadas, num vaivém incessante entre a química, a fotografia, a matemática, a música, a física, a arquitectura e o teatro, que dá corpo à agenda que vem perseguindo de há décadas a esta parte: esbater as fronteiras entre os discursos científico e artístico, sem anular a especificidade dos objetos e das linguagens que identificam as diversas disciplinas.

António Mega Ferreira, in “Para Aprender a Voar Mais Longe”

SE HOUVESSE UM PRÉMIO para o melhor livro português de ciência de 2011 dava-o a Jorge Calado, professor de Química do Instituto Superior Técnico, autor de Haja Luz! Uma História da Química Através de Tudo, publicado pela IST Press. Trata-se de uma extraordinária história cultural da química, ricamente ilustrada, escrita por um homem das duas culturas, que alia um enciclopédico saber científico com a paixão pelas artes (é especialista em ópera e em fotografia). Não podia ser mais oportuno: este ano, por determinação das Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo o Ano Mundial da Química. Se houver, como deve haver, edição em inglês de Haja Luz, ela irá correr o mundo, iluminando muitos mais espíritos. 

Carlos Fiolhais, in Agenda XXI 2012 

ESTA HISTÓRIA DA QUÍMICA, que não é bem História, este romance que quase o é, tem direito a um lugar nobre nas leituras da nossa vida.

Raquel Gonçalves-Maia, in QUÍMICA, Sociedade Portuguesa de Química


HAJA LUZ! É uma história heterodoxa, onde a química vem entrelaçada não só com as outras ciências mas também com a literatura, a música, as artes visuais, o cinema, a filosofia, etc. Aqui, o químico Humphry Davy aparece de braço dado com o poeta Samuel T. Coleridge, Richard Wagner partilha a divisão do trabalho com Adam Smith, e a pintura de René Magritte é invocada a propósito de Louis Pasteur; Marilyn Monroe fica associada ao carbono, Jules Verne e Jacques Offenbach celebram o oxigénio, e Sebastião Salgado fotografa a alquimia sufocante do enxofre. E tudo começa com Joseph Haydn, e a sua oratória, A Criação.

A química resulta de uma curiosidade básica: saber de que é que são feitas as coisas. Nesta fascinante digressão histórica, desde a época áurea dos Gregos até aos dias de hoje, Jorge Calado mostra como a química moderna deriva do conhecimento do fogo da combustão e do raio do relâmpago, isto é, da energia. Calor e electricidade permitiram analisar a terra, a água e o ar, até chegar ao conceito de elemento, representado pelo átomo. Prometeu e Frankenstein são os génios tutelares da química!

A química é construída por pessoas: homens e mulheres, novas e velhas, com gostos e desgostos. A história da química faz-se com elas, e Jorge Calado dá sentido à narrativa (não cronológica) enquadrando as invenções e descobertas químicas nas disputas, guerras e conquistas sociais e políticas. Enquanto alguns químicos foram endeusados, muitos foram perseguidos, outros morreram na guilhotina. São centenas de personagens – químicos e não-químicos – aqui reunidos no palco da história. Haja Luz! é um livro para toda a gente: um livro sem princípio nem fim, concebido para ser aberto e lido a meio de qualquer capítulo; um livro onde os conceitos são mais importantes do que as equações; um livro que mostra como a química é útil, divertida, perigosa, bonita, estimulante, frustrante, e indispensável.

Originalmente publicado, em versão encadernada, no Ano Internacional da Química (2011), Haja Luz! foi considerado, por António Barreto, “uma maravilha […] um assombroso livro, de rara inteligência e grande cultura”, enquanto Roald Hoffmann, Prémio Nobel de Química em 1981, reconheceu que apenas Jorge Calado, com “a sua paixão pela ciência […], pelas imagens e pelas palavras” poderia ter criado um livro tão sedutor, escrito com tamanha verve.


JORGE CALADO tem desenvolvido carreiras paralelas nas ciências e nas artes. Licenciou-se em engenharia química pelo Instituto Superior Técnico (IST), e doutorou-se em química pela Universidade de Oxford. Professor catedrático (aposentado) de química-física do Instituto Superior Técnico e membro do Centro de Química Estrutural (IST), foi também professor catedrático-adjunto de engenharia química na Universidade de Cornell, NY. Publicou mais de 170 artigos em revistas científicas internacionais sobre termodinâmica de líquidos moleculares e energética das apatites, e gerou mais de 60 doutoramentos (directos e secundários). Foi o primeiro químico a receber o Prémio Ferreira da Silva, o mais alto galardão da Sociedade Portuguesa de Química. Membro de várias comissões científicas internacionais (no âmbito da IUPAC, Conselho da Europa, OTAN, INTAS e UE), foi também membro da Junta de Directores e director executivo da Comissão Cultural Luso-Americana (administradora do Programa Fulbright-Hays). É sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa desde 1988. Muito interessado nas relações entre as ciências e as artes, regeu cursos como “A Arte da Ciência”, “Estudos de Ciência: Arte, Técnica e Sociedade”, “Os Limites da Ciência” em Cornell e no IST. Autor do capítulo sobre Ciência na História da Fundação Calouste Gulbenkian (2006). É crítico cultural do semanário Expresso e contribuiu para o Times Literary Supplement (história e filosofia das ciências), Opera News e Opera Now. Criou e dirigiu os primeiros cursos de pós--graduação em Administração das Artes (no Instituto Nacional de Administração), e fundou a IST Press. A pedido do Ministério da Cultura, criou a Colecção Nacional de Fotografia (hoje no CPF, Porto). Comissariou e produziu catálogos para mais de vinte exposições de fotografia em Portugal e no estrangeiro, entre as quais À Prova de Água (EXPO’98) e INGenuidades (50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian), que também foi vista em Bruxelas.


ÍNDICE

Explicações

zero: criação
01. Ouvir a luz
02. Música e astronomia
03. O inventário
04. O baptismo
05. A Viagem
06. Paraísos
07. A idade da Terra
08. As academias
09. Enciclopedismo
10. O cidadão e o indivíduo
11. A Revolução Industrial
12. O estado da química

um: o que é a química?
01. O objecto da química
02. A família das ciências
03. O nascimento da física
04. Memórias alquímicas
05. O ouro branco
06. A era intermédia
07. O homem que baptizou os gases
08. Brincando com o fogo

dois: a era pneumática
01. No ar
02. O vácuo
03. O teólogo químico
04. Interregno político
05. O químico céptico
06. O amante seráfico
07. Ponto da situação
08. O químico tímido
09. A massa da Terra
10. O Laboratório Cavendish

três: entre dois-ismos
01. A mudança
02. Olhando para as estrelas
03. Finalmente, a longitude
04. A descentralização industrial
05. O químico do calor
06. A Renascença Escocesa
07. A potência de Watt
08. Educação à vista
09. Mais leve que o ar
10. A Instituição Pneumática
11. Apoteose Pneumática

quatro: uma descoberta simultânea
01. Os gases do ar
02. Oxigénio: um caso de descoberta simultânea
03. O modesto farmacêutico (Scheele)
04. O mestre das letras e das línguas (Priestley)
05. O fabricante de gases (Priestley)
06. O pastor vermelho (Priestley)
07. O espião português
08. As lentes e as cales
09. O menino rico (Lavoisier)
10. O químico nas horas vagas (Lavoisier)
11. O químico revolucionário (Lavoisier)
12. O fisiologista (Lavoisier)
13- O funcionário público (Lavoisier)
14. A vítima da Revolução (Lavoisier)
15. A vitória do oxigénio

cinco: a chama e a faísca
01. O mito de Prometeu
02. A fúria do trovão
03. Manifestações eléctricas (e magnéticas)
04. Máquinas eléctricas
05. O papagaio e o pára-raios
06. Raios e coriscos
07. Editor, inventor e diplomata
08. O Pai Fundador
09. O Papá e as Mesdames
10. Mais ciência e técnica
11. Regresso final
12. A electricidade e a vida
13. O nascimento de Frankenstein
14. O Monstro
15. A Fada Electricidade

seis: o baptismo da energia
01. Sei e não sei
02. Mais energias
03. Trabalho
04. Calor e trabalho
05. O outro Benjamin
06. A Royal Institution
07. Um novo ramo de filosofia natural –
a electroquímica
08. Diálogo entre a ciência e a poesia
09. Uma palavra nova: energia
10. Um médico cheio de energia
11. Os metais alcalinos
12. Entra Faraday
13. A vez de Manchester
14. A conservação da energia
15. Degradação e incerteza

sete: iluminações
01. Para que serve?
02. A lâmpada dos mineiros
03. Pregar a ciência
04. A vela como metáfora
05. A história química duma vela
06. O sublime industrial
07. À luz do relâmpago
08. Ponto da situação
09. A teoria atómica
10. O mestre-escola
11. Fixar a luz (e a sombra)
12. A invenção da fotografia

oito: os elementos
01. Elemento e mudança
02. O som dos elementos
03. Os metais da Antiguidade
04. Outros elementos
05. O que há num nome?
06. Vários carbonos
07. Na mira do diamante
08. Arrumar a casa
09. A Tabela Periódica
10. Um bígamo único

nove: sobressaltos
01. Tempo de mudança
02. Radioactividade
03. A onda de Rutherfod
04. A nova alquimia
05. Ficção científica?
06. A idade da Terra revisitada
07. Os primeiros minutos
08. Fissão nuclear
09. A ama de Bohr
10. Mais brilhante que mil Sóis
11. Rubro branco
12. O “Fausto de Blegdamsvej”
13. O caso de J. Robert Oppenheimer
14. Uma variedade embaraçosa

dez: a luz da vida
01. O caso Makropoulos
02. Os elementos no corpo
03. Luz fria
04. A luz nocturna de Boyle
05. Luminescência
06. A síntese da ureia
07. Mais luz
08. Esquerdo e direito
09. Bons começos (Pasteur)
10. Assimetrias
11. O que é a fermentação?
12. Regresso à casa-mãe (Pasteur)
13. Infecção e desinfecção
14. Viva Pasteur!

onze: arquitecturas
01. Ordem na casa
02. O anel do benzeno
03. As moléculas doces
04. A flor do pus
05. As peças do puzzle
06. O elenco
07. Rivalidades
08. A hélice dourada
09. O bestseller

Epílogo
Apêndices

I. lista de obras citadas
a. Ciência
b. Literatura
c. Artes Plásticas
d. Cinema
e. Música
f. Filosofia e Ciências Sociais


Índice onomástico e biográfico
Índice temático

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